Lugar à Cultura


“Serões da Bonjóia” são já uma referência no panorama cultural da cidade do Porto
3 de Março de 2010, 23:00
Filed under: Ciência, Literatura

Médico especialista em Psiquiatria, Carlos Mota Cardoso é o responsável pelos famosos “Serões da Bonjóia” que acontecem à quinta-feira na Quinta da Bonjóia, há cerca de sete anos. E são muitos os convidados que já por ali passaram. Destaque para Emídio Guerreiro, por exemplo, ou ainda Raúl Solnado, entre muitos outros mais ou menos conhecidos do grande público. Um projecto já solidificado e com potencial para continuar por muitos mais anos. Dos “Serõs da Bonjóia” pode, portanto, dizer-se que são já uma referência no panorama cultural da cidade.

Além dos “Serões da Bonjóia”, Carlos Mota Cardoso é também coordenador do «Porto, Cidade de Ciência». Um programa que conta com um investimento da Câmara Municipal do Porto – 10% da fatia para a publicidade – e que, entre outras coisas publica livros sobre individualidades portuenses que, com o passar do tempo, caíram no esquecimento.

A título de curiosidade, falta dizer que Carlos Mota Cardoso foi também o presidente e co-autor do «Porto Feliz», um projecto de recuperação de toxicodependentes em que a Câmara Municipal do Porto investiu e que entretanto foi desactivado por falta de apoio do Ministério da Saúde. Isto apesar do reconhecimento nacional e internacional que o projecto obteve. Um episódio que Carlos Mota Cardoso recorda com tristeza, pois sentiu-se muito frustrado aquando do cancelamento do referido projecto.

Entre outras distinções e prémios, Carlos Mota Cardoso foi galardoado, em 2006, pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique – Grande Oficial – (Ordem honorífica Portuguesa que visa distinguir a prestação de serviços relevantes a Portugal, no País ou no estrangeiro ou serviços na expansão da cultura portuguesa, sua História e seus valores), Carlos Mota Cardoso está citado no Dicionário de Personalidades Portuenses do Séc. XX.

Para ouvir a conversa com este convidado basta clicar aqui.



“Ao contrário do que se diz, cada vez se lê mais, cada vez se escreve mais e cada vez se compram mais livros”
17 de Fevereiro de 2010, 21:45
Filed under: Literatura

A uma semana do arranque da 11.ª edição do Correntes d’ Escritas, Luís Diamantino, vereador do Pelouro da Cultura da Póvoa de Varzim, veio ao «Lugar à Cultura» falar-nos desta festa da literatura, que irá decorrer naquela cidade entre os dias 24 e 27 de Fevereiro.

A sessão de abertura deste ano vai estar a cargo da ministra da Educação, Isabel Alçada, sobejamente conhecida como escritora e responsável pelo Plano Nacional de Leitura. Outro dos destaques vai para a Revista que este ano é dedicada a Agustina Bessa-Luís, uma eterna apaixodana pela Póvoa de Varzim, não tivésse ela ali passado os melhores anos da sua meninice.

Além das habituais mesas redondas, sempre muito concorridas, bem como as visitas dos escritores às escolas onde conversam com as crianças e os jovens, e ainda dos vários prémios que vão ser entregues ao longo do Correntes, a edição deste ano apresenta algumas novidades. Desde logo a parceria com a Booktailors e a Revista LER e ainda a parceria com a Universidade do Porto e o Jornal de Letras e Ideias.

Fazendo uma retrospectiva, podemos já falar em centenas de escritores que já passaram pela Póvoa de Varzim. Isto sem esquecer, editores, críticos, agentes literários, jornalistas, professores e, claro, muitos leitores.

O Correntes d’ Escritas não é apenas uma festa da literatura, daí que o teatro e o cinema também estejam presentes. Igual destaque merece também a feira do livro que decorre ao longo destes quatro dias.

Por tudo isto, Luís Diamantino congratula-se com o sucesso e o êxito que o Correntes tem tido e continua a ter e alegra-o o facto de nos últimos anos terem começado a surgir mais eventos semelhantes daí que o vereador da Cultura da Póvoa de Varzim não hesite em afirmar que “ao contrário do que se diz, cada vez se lê mais, cada vez se escreve mais e cada vez se compram mais livros”. Pode ouvir a conversa com o Dr. Luís Diamantino aqui.



“Só as pessoas inteligentes sabem fazer crochet”
10 de Fevereiro de 2010, 21:00
Filed under: Cinema, Escultura, Literatura

A nossa primeira convidada, Beatriz Pacheco Pereira, é uma mulher multifacetada. Escritora, escultura, crítica e especialista de cinema, ela é, também, fundadora e directora do Fantasporto. Festival de cinema que há 30 anos acontece na Invicta Cidade do Porto e que este ano acontece entre os dias 27 de Fevereiro e 6 de Março.

Se não teve oportunidade de assistir à nossa conversa na quarta-feira à noite, convido-o a clicar aqui para assitir a um excerto da conversa que mantivémos com Beatriz Pacheco Pereira ao longo de quase meia hora. Tempo que serviu, essencialmente, para a nossa convidada falar do seu vastíssimo trabalho, e levantar a pontinha do véu sobre a exposição de escultura que este pretende realizar “talvez lá para Outubro”, segundo a própria. É importante ressalvar, que apesar de apenas em 2009 ter sido tornada pública a paixão de Beatriz pela escultura, esta é uma arte que há muito desenvolvia.

Beatriz Pacheco Pereira é uma mulher com uma autoestima fora do normal. E atrevo-me a afirmar isto, porquê? Porque é admirável tanto a forma como fala do seu trabalho, como a firmeza com que diz gostar de tudo o que faz “porque de outra forma não o fazia”. Sem falsas modéstias Beatriz assume toda a sua polivalência, inclusivé o gosto por fazer tricot, até porque, conforme faz questão de afirmar: “só as pessoas inteligentes sabem fazer crochet”.

Depois de uma incursão pelo seu percurso profissional, do qual a paixão pelo cinema é a mais antiga. Beatriz fala mesmo de vocação, acrescentando que desde os seis anos começou a gostar de cinema e a escrever sobre cinema “cheguei a criar um código secreto, com símbolos, para fazer a minha crítica”.

Sobre o Fantas e dos seus 30 anos, Beatriz fala com orgulho, mas ao mesmo tempo fala também em responsabilidade, sem esquecer as difiuculdades que têm surgido ao longo destes anos. Esperando que o Teatro Rivoli continue a ser o ‘quartel general’ daquele que é o maior festival de cinema do País, com reconhecido mérito internacional.

Na edição deste ano, de entre os muitos filmes que vão ser projectados, o destaque vai para a Robótica no cinema e nos diversos workshops que vão decorrer. Ou seja, as artes transversais ao cinema continuam a ser uma presença no FantasPorto.