Lugar à Cultura


Teia dos Sentidos prepara 3.ª edição da CURTA – Mostra Nacional de Curtas-Metragens de São João da Madeira
17 de Março de 2010, 23:00
Filed under: Cinema, Fotografia, Música, Poesia, Teatro

Este ano realiza-se a terceira edição da CURTA – Mostra Nacional de Curtas-Metragens de São João da Madeira, uma iniciativa da responsabilidade da Associação Cultural Teia dos Sentidos. Salomé Pinto é a presidente desta associação e aceitou vir ao «Lugar à Cultura» falar não só sobre este certame, mas também da restante actividade desta associação, que vai da poesia à fotografia, passando pelo teatro e pela música, numa parceria com outras instituições sãojoanenses, nomeadamente o TEPAS – Teatro Experimental Por Amadores Sanjoanenses e pela Academia de Música de São João da Madeira.

A CURTA – Mostra Nacional de Curtas-Metragens surgiu, essencialmente, porque as pessoas que constituem a Teia dos Sentidos sentiam uma grande lacuna nesta área em São João da Madeira. O certame decorre ao longo de três dias e em cada dia o público é convidado a votar na curta-metragem que mais gostou. Depois disso, a organização faz um Best Of e passa as curtas-metragens mais votadas.

Ao contrário das duas primeiras edições que aconteceram sempre no mês de Julho, este ano a Mostra vai realizar-se em Outubro. Isto porque, a organização percebeu que em Julho, além de haver outras ofertas o género, é um mês em que os alunos estão a ultimar os seus trabalhos, além do calor e da praia que acabam sempre por “desviar” muita gente.

Apesar das inscrições serem abertas ao público em geral, a maior parte dos participantes têm sido alunos do ensino secundário ou universitário. Ou seja, este é mais um certame que abre portas tanto a trabalhos académicos como amadores e até semi-profissionais.

Além do cinema, a Teia dos Sentidos dedica-se a muitas outras áreas, noemadamente à poesia. Neste sentido, realizou pelo segundo ano consecutivo a iniciativa « Maior Poema», cujo tema este ano foi precisamente São João da Madeira. Esta iniciativa tem uma particularidade muito interessante. Segunod nos explicou Salomé Pinto “não é necessário ser sãojoanense para participar, basta que tenha uma ligação ao concelho, ou seja uma pessoa que seja minha amiga, ainda que viva, por exemplo, em Almada, pode participar. Nós lançamos o tema e depois juntamos todos os poemas num único poema”. Este ano houve um total de 70 participações, entre as quais algumas escolas. “As escolas e, princioalmente os professores primários reagem muito bem a este tipo de iniciativas, incentivando os mais pequeninos a escrever poemas”.

A fotografia é outra das áreas que a Teia dos Sentidos abraça com a realização de Caminhadas Fotográficas, assim como o Teatro e a Música.

Um dos sonhos da Teia dos Sentidos e da sua presidente é a concretização de um Cineclube em São João da Madeia, mas esse é um projecto mais moroso: “o principal, nós já temos que é a Associação. Também contamos com o auditório dos Paços do Concelho, mas para a concretização desse sonho é necessário um investimento avultado”. Portanto, ainda será para já, mas não é uma ideia para abandonar.

Para mais informações pode consultar o site ou o blogue.

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“Só as pessoas inteligentes sabem fazer crochet”
10 de Fevereiro de 2010, 21:00
Filed under: Cinema, Escultura, Literatura

A nossa primeira convidada, Beatriz Pacheco Pereira, é uma mulher multifacetada. Escritora, escultura, crítica e especialista de cinema, ela é, também, fundadora e directora do Fantasporto. Festival de cinema que há 30 anos acontece na Invicta Cidade do Porto e que este ano acontece entre os dias 27 de Fevereiro e 6 de Março.

Se não teve oportunidade de assistir à nossa conversa na quarta-feira à noite, convido-o a clicar aqui para assitir a um excerto da conversa que mantivémos com Beatriz Pacheco Pereira ao longo de quase meia hora. Tempo que serviu, essencialmente, para a nossa convidada falar do seu vastíssimo trabalho, e levantar a pontinha do véu sobre a exposição de escultura que este pretende realizar “talvez lá para Outubro”, segundo a própria. É importante ressalvar, que apesar de apenas em 2009 ter sido tornada pública a paixão de Beatriz pela escultura, esta é uma arte que há muito desenvolvia.

Beatriz Pacheco Pereira é uma mulher com uma autoestima fora do normal. E atrevo-me a afirmar isto, porquê? Porque é admirável tanto a forma como fala do seu trabalho, como a firmeza com que diz gostar de tudo o que faz “porque de outra forma não o fazia”. Sem falsas modéstias Beatriz assume toda a sua polivalência, inclusivé o gosto por fazer tricot, até porque, conforme faz questão de afirmar: “só as pessoas inteligentes sabem fazer crochet”.

Depois de uma incursão pelo seu percurso profissional, do qual a paixão pelo cinema é a mais antiga. Beatriz fala mesmo de vocação, acrescentando que desde os seis anos começou a gostar de cinema e a escrever sobre cinema “cheguei a criar um código secreto, com símbolos, para fazer a minha crítica”.

Sobre o Fantas e dos seus 30 anos, Beatriz fala com orgulho, mas ao mesmo tempo fala também em responsabilidade, sem esquecer as difiuculdades que têm surgido ao longo destes anos. Esperando que o Teatro Rivoli continue a ser o ‘quartel general’ daquele que é o maior festival de cinema do País, com reconhecido mérito internacional.

Na edição deste ano, de entre os muitos filmes que vão ser projectados, o destaque vai para a Robótica no cinema e nos diversos workshops que vão decorrer. Ou seja, as artes transversais ao cinema continuam a ser uma presença no FantasPorto.