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A segunda convidada, no nosso programa de estreia, chama-se Maria CristinaValente. Uma advogada que, há 15 anos, concilia a sua profissão com a paixão pela Pintura.
Depois de ter participado em diversas colectivas, Cristina Valente experimentou, em Janeiro deste ano, a emoção de uma exposição individual. «Páginas de uma história de cor» esteve patente ao público no Clube Literário do Porto e agradou ao muito público que a visitou.
Durante a nossa conversa com Cristina Valente percebemos que é uma mulher muito determinada e organizada: “Durante a semana sou a advogada, ao fim de semana, principalmente, ao sábado que é quando pinto, parece que me transformo noutra pessoa”. (Clique aqui para ouvir um excerto da conversa com Cristina Calente)
Mas, então, e como é que uma advogada se transforma numa pintora? A esta pergunta, Cristina responde com um enorme sorriso dizendo que não houve propriamente uma transformação, ou seja “o gosto pelo desenho e pela pintura sempre esteve dentro de mim, desde muito jovem. No entanto, quando chegou a altura de entrar para a faculdade decidi seguir Direito, porque achei que me ia dar bases e preparação para um futuro profissional e que poderia desenvolver o gosto pela pintura como hobby”. O que é certo é que o tempo foi passando e só ao fim de 15 anos, quando estava grávida da sua filha, decidiu ‘investir’ nessa paixão adormecida.
“Nessa altura, decidi inscrever-me num atelier – no Atelier do Artur Terra – que é óptimo, e desde aí nunca mais deixei de pintar. Todos os sábados pinto e se, por algum motivo, não pintar sinto a falta”.
A nossa primeira convidada, Beatriz Pacheco Pereira, é uma mulher multifacetada. Escritora, escultura, crítica e especialista de cinema, ela é, também, fundadora e directora do Fantasporto. Festival de cinema que há 30 anos acontece na Invicta Cidade do Porto e que este ano acontece entre os dias 27 de Fevereiro e 6 de Março.
Se não teve oportunidade de assistir à nossa conversa na quarta-feira à noite, convido-o a clicar aqui para assitir a um excerto da conversa que mantivémos com Beatriz Pacheco Pereira ao longo de quase meia hora. Tempo que serviu, essencialmente, para a nossa convidada falar do seu vastíssimo trabalho, e levantar a pontinha do véu sobre a exposição de escultura que este pretende realizar “talvez lá para Outubro”, segundo a própria. É importante ressalvar, que apesar de apenas em 2009 ter sido tornada pública a paixão de Beatriz pela escultura, esta é uma arte que há muito desenvolvia.
Beatriz Pacheco Pereira é uma mulher com uma autoestima fora do normal. E atrevo-me a afirmar isto, porquê? Porque é admirável tanto a forma como fala do seu trabalho, como a firmeza com que diz gostar de tudo o que faz “porque de outra forma não o fazia”. Sem falsas modéstias Beatriz assume toda a sua polivalência, inclusivé o gosto por fazer tricot, até porque, conforme faz questão de afirmar: ”só as pessoas inteligentes sabem fazer crochet”.
Depois de uma incursão pelo seu percurso profissional, do qual a paixão pelo cinema é a mais antiga. Beatriz fala mesmo de vocação, acrescentando que desde os seis anos começou a gostar de cinema e a escrever sobre cinema “cheguei a criar um código secreto, com símbolos, para fazer a minha crítica”.
Sobre o Fantas e dos seus 30 anos, Beatriz fala com orgulho, mas ao mesmo tempo fala também em responsabilidade, sem esquecer as difiuculdades que têm surgido ao longo destes anos. Esperando que o Teatro Rivoli continue a ser o ‘quartel general’ daquele que é o maior festival de cinema do País, com reconhecido mérito internacional.
Na edição deste ano, de entre os muitos filmes que vão ser projectados, o destaque vai para a Robótica no cinema e nos diversos workshops que vão decorrer. Ou seja, as artes transversais ao cinema continuam a ser uma presença no FantasPorto.
